Tablaturas e Introdução a Acordes – a teoria mais que essencial pra entrar na prática

Bom dia/tarde/noite! Como vão, pequenos padawans violeiros? Depois de um tempão cercado de projetos na faculdade (na verdade é sempre assim, nunca muda rs), o dono do blog encontrou um pequeno tempo para retornar às atividades. Não vamos perder tempo, hoje é dia de Tablaturas e Início de Acordes. Vamos às definições:
Tablatura: método (gráfico, digamos) de representação de notas, através da numeração das casas correspondentes. Ou seja, só se pode usar em instrumentos com casas, teclados estão fora dessa. Ela é a representação mais próxima da partitura (que é a mais completa), mas faltando alguns detalhes que podem ser muito importantes dependendo da música.
Acordes: conjunto de notas tocadas ao mesmo tempo, de forma a produzir harmonia (ou não, depende do ouvido).

Já deve ter acontecido alguma vez em que você foi procurar a cifra de uma música, e acabou achando algo como isso aqui, e não sabia o que era:

e|-----------------------------------------
B|-----------------------------------------
G|-----------------------------------------
D|-----------------------------------------
A|--------0---0---0-----2-----2------------
E|0-0-1-2---2---2---1-0---0-0---0-1-2------

Bem, você viu uma tablatura. Vamos entender:

Do lado esquerdo fica a afinação correspondente, lembrando que a primeira é a mais fina. Como, na afinação padrão, tanto a primeira como a última são Mi, então temos E nas duas. Para não confundir, colocamos um “e” minúsculo na mais fina. Os números são as casas, lembrando que número 0 é corda solta. Um detalhe que falta em relação à partitura é que não há o tempo de duração das notas, como na representação por cifras há o mesmo problema. Ou seja, se queremos aprender uma música pela tablatura, devemos conhecê-la bem, pra saber a hora exata de trocar de notas, ou de acordes.
É algo que eu sempre digo aos meus alunos (na verdade não tenho. apenas dou dicas pra amigos 😛 ) se você quer ser um bom músico, mesmo que não queira ser profissional, mas se quiser saber tocar bem, tem que ser um bom ouvinte. Tem que gastar tempo ouvindo música, percebendo detalhes, diferenças, semelhanças, tons, ritmos…
Mas, voltando à tablatura. A leitura dela é simples. Não é feita linha por linha (como você está lendo esse texto, a linha de cima e depois a de baixo), mas é como um leitor vertical, como se houvesse uma barra vertical “varrendo” os números. Se de repente você gosta de Nirvana, tente tocar (depois de afinar com seu próprio afinador, ou por um afinador online tipo esse aqui) a tablatura acima. Esse trecho é de uma das primeiras músicas que qualquer violonista aprende, atualmente. 😀

Se alguém ainda não entendeu, essa história de “leitor vertical”, vai entender agora.

ACORDES

Como dito acima, acordes são notas tocadas ao mesmo tempo de modo a produzir harmonia, de acordo com o gosto do músico. Há uns conceitos importantes a aprender. Mas, como é montado um acorde?
Inicialmente, vamos às tríades. (que danado é isso?) Tríade, como o nome diz, é um conjunto de 3 notas, e é a forma mais utilizada para formar acordes. Não é a mais básica, pois existem os “bicordes” (mais conhecidos como power chord, é apenas 2 notas e é largamente usado no rock). E ainda existem tétrades (4 notas) e pêntades (5 notas).
Mas voltando para as tríades, podemos usar as mais diferentes notas para formar tríades. A questão é que há uma lógica por trás de cada tríade; essa lógica será abordada de forma mais exata em outro post (se trata de Modos gregos, Música tonal e Escalas, se já quiser ir adiantando e pesquisar na internet).
É certo que outros professores prefeririam, antes, ensinar ao menos Escalas, mas como isso aqui é voltado para a forma que eu aprendi, e voltado à uma praticidade maior, depois ensino isso. Comecemos decorando mesmo, mas ainda raciocinando.

Lembram do conceito de Tom e Semitom do último post? A partir deles, vamos entender as tríades de 4 acordes básicos. Apenas pra evitar escrever um monte de coisa, entendam essa próxima legenda antes de prosseguir. Ela não é exatamente universal como as cifras, mas de vez em quando vc pode achar algo parecido por aí.

T = primeira, é chamada de tônica. Ela geralmente dá a “cara” do acorde, dá o nome dele e é a nota mais grave do acorde (a menos que ocorra um fenômeno chamado “inversão” que depois será explicado).
3M = Terça maior, é uma nota distante 4 semitons (ou 2 tons) da tônica.
3m = Terça menor, distante 3 semitons (ou 1 tom e meio) da tônica.
5J = Quinta justa, distante 7 semitons (ou 3 tons e meio) da tônica.
5+ = Quinta aumentada, distante 8 semitons (4 tons) da tônica.
5-  = Quinta diminuta, distante 6 semitons (ou 3 tons) da tônica.

Ainda existem a “Segunda”, “Sexta”, “Nona”, “Quarta”, fora suas variações (maior, menor, justa…) e outras. Podemos formar tríades com T, 2 e 5J, ou T, 4J e 5J, ou outras. Mas, agora vamos às tríades mais utilizadas.

Tríade Maior: T, 3M e 5J
Tríade Menor: T, 3m e 5J
Tríade Diminuta: T, 3m e 5-
Tríade Aumentada: T, 3M e 5+

Ok. Agora, POR QUE que a tríade maior é T, 3M e 5J? Isso é justamente a lógica que eu citei anteriormente, depois veremos  Modos gregos, Música tonal e Escalas, que explicam.
Mas, por enquanto não, vamos continuar por aqui e aprender a um nível mais básico e prático (apesar disso aqui ser apenas teoria).
Exercite. Escreva aí (onde der – pegue um papel ou faça no pc mesmo), as tríades de todas as notas.

Pra ajudar, vou começar.
Tríade maior: C – E – G
D – F# – A
E…

Tríade menor: C – D# – G

Tríade Diminuta: C – D# – F#

Tríade Aumentada: C – E – G#

Escreva tudo, e só depois passe ao próximo tópico (ou pelo menos, tenha o bom senso de escrever antes de ler a próxima parte).

ACORDES NAS TABLATURAS

Essa parte é simples, vamos apenas representar os acordes (ou, alguns formatos deles) por tablaturas. Aqui entra o “leitor vertical”. Eu já expliquei que as letras na lateral esquerda são as cordas; os números são as casas correspondentes. Bem, os números empilhados são tocados ao mesmo tempo. Nesse primeiro exemplo, seria como se os cinco números debaixo do “C” fossem 5 casas tocadas ao mesmo tempo, sendo que (nesse caso!) duas delas são 0 (zero), ou seja, cordas soltas.

“Epa! Mas se é tríade, 3 notas, por que que esse ‘C’ tem 5 notas?” A-ha! Aí entrará seu poder de raciocínio. Procure saber que notas são essas! Sem internet, apenas procure através da noção de tom, semitom, e lembrando que as notas não param – elas apenas sobem ou descem de oitava!

E como saber que dedos usarei? Bem, procure pelo acorde na busca de imagens do Google que já é um começo. Mas se você for, experimentalmente, descobrindo novas posições com dedos diferentes, aumenta seu aprendizado (desde que não dê um nó nos dedos kkkk).

MAIORES

    C    C#   D    D#   E    F    F#   G    G#   A    A#   B
e|--0----4----2----6----0----1----2----3----4----0----1----2-
B|--1----6----3----8----0----1----2----3----4----2----3----4-
G|--0----6----2----8----1----2----3----0----5----2----3----4-
D|--2----6----0----8----2----3----4----0----6----2----3----4-
A|--3----4----0----6----2----3----4----2----6----0----1----2-
E|----------------------0----1----2----3----4----------------

MENORES

    Cm   C#m  Dm   D#m  Em   Fm   F#m  Gm   G#m  Am   A#m  Bm
e|--3----4----1----6----0----1----2----3----4----0----1----2-
B|--4----5----3----7----0----1----2----3----4----1----2----3-
G|--5----6----2----8----0----1----2----0----4----2----3----4-
D|--5----6----0----8----2----3----4----0----6----2----3----4-
A|--3----4----0----6----2----3----4----1----6----0----1----2-
E|----------------------0----1----2----3----4----------------

DIMINUTOS

   C°   C#°  D°   D#°  E°   F°   F#°   G°   G#°  A°   A#°  B°
e|-2----3----4----5----6----7-------------------------0----1
B|-4----5----6----7----8----9--------------------1----2----3
G|-5----6----7----8----9----10----2----3----4----2----3----4
D|-4----5----6----7----8----9-----4----5----6----1----2----3
A|-3----4----5----6----7----8-----3----4----5----0----1----2
E|--------------------------------2----3----4---------------

AUMENTADOS

  Caug C#aug Daug D#aug Eaug Faug F#aug Gaug G#aug Aaug A#aug Baug
e|------------2----------0----------------3---------1------------
B|-1----2-----3-----8----1----------------0---------2----3-----4-
G|-1----2-----3-----8----1----2-----3-----0----5----2----3-----4-
D|-2----3-----0-----9----2----3-----4-----1----6----3----4-----5-
A|-3----4-----------6----3----4-----5-----2----7----0----1-----2-
E|-----------------------0----1-----2-----3----4-----------------

“Mas EEEEEEIIII PERA, ‘C’ não era a nota Dó? E vc não tá ensinando acorde?”
Na verdade, para a internet, C é acorde. Eu usei C como nota pra você não se perder e já aprender cifras.
“E que diabos é Cm?”
Dó menor! E, por exemplo, F#m é Fá sustenido menor. Um “Ebm” seria Mi bemol menor (lembra dos bemóis correspondentes aos sustenidos, né?). Da mesma forma, Dº é Ré diminuto e Aaug é Lá aumentado, por exemplo.

Lembrando, mais uma vez, que onde houver um 0 (zero) a corda é solta e onde tiver um hífen, simplesmente não tocamos lá. Há ainda outros (muitos) símbolos a serem utilizados nas tablaturas, de acordo com a técnica utilizada, serão vistos futuramente, conforme a dificuldade vá aumentando. Vou adiantar um: se vires um “x” é uma Ghost note. Isso nada mais é do que aquela corda tocada abafada, sem sair som (basta colocar a mão bem de leve e tocar).

Por enquanto, só é interessante que vocês saibam desses conceitos acima, e suas representações nas tablaturas. Mais tarde, vai ser essencial saber disso. Mas o fim do post chegou, e no próximo post, continuamos a falar sobre acordes, e se tiver espaço, teremos uma conversinha sobre sistema CAGED… hmmm, o que seria isso? o.0

E não esqueçam de praticar! Aqui é só a teoria. Pratique pelo menos 1h por dia, dese que seja TODO DIA, pra não enferrujar! Isso é sério… pelo menos no início, você tanto aprende rápido como “desaprende” rápido também. Apenas depois de muita prática que a “ferrugem” já não atrapalha tanto: um rápido ensaio ajuda.

Também esteja sempre junto (se for possível) de alguém que saiba tocar e lhe possa ajudar com dicas (e paciência) e músicas fáceis pra iniciar a tocar. Mas pra vocês não serem totalmente abandonados, agora que vocês sabem o que é nota, conhecem cada uma delas, acordes e suas variações, cifra, tablatura, e afinação, vamos praticar?

Há umas 4 músicas básicas que eu recomendo para serem tocadas (entre outras), eu apenas vou dizer o nome, e as cifras mais ou menos na ordem que são tocadas! Não vou colocar aqui letra + cifra (tipo, indicando o momento EXATO de colocar tal acorde), vão vocês atrás de conhecer bem a música, e mandem ver! Eu já falei nesse post mesmo que você tem que ser um bom ouvinte; então, vá ouvir! 😀

Se sentirem dificuldade, leiam acima “Meu método” que foi minha forma de aprendizado (ou pelo menos, o que deu certo comigo). 😀

– O Sol (Jota Quest) (cifras: A-E-D-G, refrão A-E-D-A)
– Patience (Guns ‘n Roses) (cifras: C-G-A-D, refrão C-G-C-Em-C-G-D)
– Senhor, Te Quero (corinho tão antigo que nem sei de quem é) (cifras: G-C-Em-D-C, refrão G-D-Em-C-G-D-C)
– Te agradeço (Diante do Trono) (cifras: E-A-E-B-E-A-E-B-A-E, refrão A-E-A-E-E-A-E-A-E-A-E-A-B-E)

Bom dia/tarde/noite para todos, fiquem na paz de Deus, e até a próxima! \o/

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Saindo da teoria e entrando na prática ^^

Ok ok, estamos de volta!
Não vamos perder tempo, é hora de recomeçar.  Teremos uma teoria musical de leve, se não vc não vai entender nada quando olhar para o violão. Ok, vamos lá.

Já ouviu falar das 7 notas musicais? Dó, Ré, Mi, Fá, Sol, Lá, Si… 7 notas, ok.
Algumas pessoas mencionam o Dó depois disso, o que já introduz o conceito de oitava. o que é uma oitava? Bem, essa faixa de notas de dó a si compreende uma oitava. Se eu cito o dó novamente eu estou falando de um dó, normalmente, porém mais agudo que o dó anterior. Ou seja, uma oitava acima. Experimente: afine seu violão (num afinador eletrônico online mesmo, tem um monte), toque na corda mais grave, solta, depois na 4ª corda (de baixo pra cima), pressionando essa corda na 2ª casa – o segundo espaço existente – e depois a corda mais fina solta. Parabéns, acabou de tocar em 3 oitavas diferentes, mas a mesma nota: Mi.

Existe uma teoria obscura e desconhecida para os leigos que eu não vou falar agora, pois isso levaria umas 2h de explicação, mas o fato é que não são somente 7 notas, mais 12 (sem citar as diferenças de oitavas).
Ok, seguindo essa teoria obscura e desconhecida para leigos, são 17 notas, mas calma… primeiro, vamos entender um conceito básico: Tom e Semitom.

SEMITOM E TOM

(essa imagem foi feita no paint, por favor não zoem comigo >.< )
Ok, vamos imaginar que isso é uma escala de violão, e temos 6 cordas. Já pra começar nossa teoria, as cordas se contam da mais fina pra mais grossa – ou seja, a primeira corda é a mais aguda e a 6ª corda é a mais grave. (nesse modo de ver o violão, como se ele estivesse de frente pra vc, a mais fina é a de cima.)
Bem, podemos ver a representação dos trastes, que são os traços verticais. O espaço entre um traste e outro delimita uma casa. Onde começa de verdade a teoria indo pra prática.
No violão, e nos instrumentos de trastes e de teclas, as notas são bem definidas – no caso do violino, violoncelo, baixo acústico, há uma certa diferença, mas é pra ser visto mais pra frente (é a teoria obscura e desconhecida para leigos ^_^). Então, para cada casa que eu pressiono em cada corda – devidamente afinada – temos uma nota, e se eu subo as casas – aumento o valor, tipo, de casa 5 pra casa 8 – fica mais agudo, e o inverso é obviamente verdadeiro.
O conceito de semitom é: se temos uma casa qualquer numa corda qualquer, e eu somo +1 na casa (calma ^^), ou seja, se eu ando uma casa pra cima ou frente – eu estou aumentando, ou subindo meio tom (semitom)(1/2 tom)(metade de um tom)(ok, vc já entendeu que se pode falar de diversas formas =D ).
O mesmo ocorre se eu estiver numa casa, e voltar uma casa, terei descido, ou diminuído, meio tom, ou um semitom.
Pela matemática, se eu somo 1/2 com 1/2, temos 1 certo? Então, se eu subo duas casas, terei subido um tom, porque serão 2 semitons, ou 2 meios tons. E, novamente, o mesmo ocorre se eu desço. Então vc pode brincar com a matemática musical, e subir 2 tons e meio, ou descer 3 tons, ou whatever…
Pratique: toque a 5ª corda, 3ª casa, e suba um tom…

Vamos agora a outro conceito: Acidentes. Não, vc nao vai quebrar nada ^^

ACIDENTES

Hm, então vc fez a pequena tarefa de casa que eu passei agora? É bom que faça.
Bem, o fato é que se (na afinação padrão do violão, que vc vai aprender logo logo) eu pressionar a 5ª corda, na casa 3, teremos um dó. Foi o que vc acabou de fazer, certo? Pelas 7 notas musicais, a próxima nota é um ré. Mas sabe onde exatamente está o ré? Na 4ª casa? Poderia ser, afinal é a próxima nota, não é? Não. O Ré está na casa. Ok, então na 3ª casa temos o dó e na 5ª o ré. Mas então temos um buraco, uma casa desconhecida… uma nota desconhecida? Hmmm…
Exatamente nessa hora entra o acidente. Se temos um buraco, temos que preenchê-lo, e essa 4ª casa é o acidente entre o Dó e o Ré. Estendendo nosso conceito de oitava, em qualquer dó que vc achar, em qualquer oitava, vai haver esse “buraco”.
Mas vamos dar nome ao buraco, ok? Existem dois tipos básicos de acidentes: Sustenidos e Bemóis. (básicos pq eu nao descobri outros 😀 )
Na teoria impossível pra quem mal comprou o violão – entenda-se instrumentos sem trastes como eu citei acima – há diferenças, mas em instrumentos de teclas ou trastes, existe um sustenido correspondente a um bemol, sempre. Agora, a pergunta que não quer calar…
QUAL O BENDITO ACIDENTE ENTRE O DÓ E O RÉ?????
Vc vai entender agora. Se temos um acidente entre uma nota e outra (pq tem notas sem acidentes dos dois lados, vcs verão logo). Os acidentes ocorrem sempre entre uma nota e a seguinte (ou a anterior, como quiser.) O nome do acidente é: (a nota mais grave das duas) sustenido, ou (a nota mais aguda das duas) bemol. Ou seja, nesse caso que eu citei, pode ser Dó Sustenido ou Ré Bemol.
Com os acidentes, a nossa escala musical de 7 notas passa a ser de 12 notas – mas está completa.
Só pra facilitar, quero mostrar um conceito rápido, e que ajuda muito.

CIFRAS

São simplesmente notações, representações dentro da música pra facilitar. Isso é pra ser decorado mesmo.

C = Dó
D = Ré
E = Mi
F = Fá
G = Sol
A = Lá
B = Si
b = Bemol
# = Sustenido
m = Menor (para acordes)
dim ou º =  Diminuto (para acordes)
aug = Aumentado (para acordes)

Com isso, podemos fechar a nossa escala de 12 notas sem precisar escrever o nome completo das notas.

…C – C# – D – D# – E – F – F# – G – G# – A – A# – B – C…

Lembra que eu disse que algumas notas não tem sustenido ou bemol? É, o Mi e o Si não tem sustenido; por consequência, o Fá e o Dó não tem bemol. Coisas de teoria, não quebrem a cabeça com isso agora. Lembrando também da oitava, já coloquei o Dó no início e final tbm.
Como exercício de casa, vc vai reescrever essa escala completa – lembrando que isso vc também tem que decorar, é necessário – mas com os bemóis no lugar dos sustenidos… acha que consegue? É fácil, a dica está logo acima.

Bom dia/tarde/noite, a paz de Deus para todos.
Próxima aula: Tablatura e Introdução a Acordes! 😀

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Partes do Violão, acessórios – e já pode comprar o seu! :D

E aí, galerinha? Bem, como prometi, estou de volta. O título do post é simples. Quando me mostraram as partes do violão, eu nem demorei muito, é simples, e ajuda bastante =)
OK, não estamos a fim de perder tempo. Vamos lá…

1. Cabeça
2. Pestana
3. Tarrachas / Cravelhas
4. Trastes
5. Tensor
6. Marcação
7. Braço
8. Tróculo (Junta do braço)
9. Corpo
10 .Captadores
11. Potenciômetros
12. Cavalete / Ponte
13. Escudo
14. Fundo
15. Tampo
16. Lateral
17. Abertura ou boca
18. Cordas
19. Rastilho
20. Escala

Ah! Então temos uma guitarra hoje! É, já vamos ampliando o conhecimento. Há partes de guitarra que são simultâneas ao violão, e partes que são somente de um deles. Por exemplo, você não vê número 10 em violão (ou melhor, não nesse).

Na verdade, é um tanto relativo. O nº 13, por exemplo, se chama “Escudo” e tem a função de ser arranhado (ou seja, não arranhar o instrumento devido às palhetadas). Esse violão da foto não tem, mas outros possuem. Caso você veja algum violão diferente desse e as dúvidas persistem, contate-nos para obter mais informações. (Ou não =P ). OK, se houverem diferenças, pode perguntar, é obvio que responderei.

Existem muitos modelos diferentes de guitarras e violões. Os modelos acima são: Violão clássico náilon, e Guitarra Les Paul. Ainda há outras coisas, por exemplo, captador piezzo (pra violões elétricos e eletroacústicos), microfone interno pra violões, alavanca (para algumas guitarras), e acessórios como:

CAPOTRASTE

PALHETAS

CORREIA

CASE

E agora… podemos comprar o dito cujo? Sim, vá as compras! Agora, vai depender das economias. Pra quem pode pagar menos (o meu caso), em geral, eu recomendo o seguinte…
– Violão Clássico Acústico Náilon com Roldanas (coisinhas de metal que são feitas para prender uma correia, e tocar em pé \õ/)
– Capa para violão (ou Case rígido, se tiver grana), não deixe o vendedor te enrolar! XD
Se for capa, compre uma feita de um tecido grosso, e por favor não aquelas que são fininhas, feitas de um tecido parecido com guarda-chuva, sei lá…
– Um jogo reserva de cordas de náilon, se der bronca. Não quero citar marcas, mas TENTE não comprar se for menos de R$20, pelo menos em Recife, pois os preços variam por estado. Se o bolso estiver mal mesmo, não há o que fazer…
– Palhetas, elas se diferenciam mesmo pela espessura e rigidez, você confere isso na loja, vê qual fica mais fácil de tocar.
– Uma Correia, elas geralmente são vendidas em separado.

Bem, esqueci de algo? Espero que não. Olhando o meu caso, comecei com menos…

É isso aí, o blog está de volta depois de quase um ano parado (hoje é 14/02/2012) 😀
Dá pra ver que as postagens estão com data de Abril de 2011. Bem, eu dei uma atualizada de leve em algumas postagens, e escrevi páginas lá em cima pra serem lidas, ajudam muito.
Espero estar de volta aqui o mais rápido possível antes que fique sem tempo pra postar de novo :S vixe…

Bom dia, boa tarde, boa noite, fiquem na paz.

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Introdução…

Olá pra você que gosta de música. Olá pra você que curte um som feito por mãos humanas sem ficar artificial. Olá pra você que quer aprender um instrumento pra se enturmar um pouco. Olá pra você que quer seguir um caminho na música. Enfim, olá pra você que quer aprender a tocar violão.

O violão é, em minha opinião, juntamente com o piano, o principal instrumento pra quem quer seguir carreira na música. Nem que seja um backing vocal, mas aprenda violão, trará uma compreensão de teoria bem grande e ajudará na hora de compor. Mas nem todos aqui querem, realmente, ser músicos. Alguns apenas querem descobrir mais um hobbie. Parabéns, aqui está! Será seu passatempo por bastante tempo.

Eu não vou falar aqui da história do violão, pois tomaria muito tempo agora. Depois crio uma página (esses nomes lá em cima, fora do post, são páginas) pra falar sobre isso. E quem quer aprender a tocar tá pouco se lixando pra isso KKKKKK. Enfim, vamos ao que interessa.

O primeiro passo ainda não é comprar um violão, mas pensar um pouco: “que tipo de música vou tocar?” Isso vai depender dos estilos de música que você escuta. Se você escuta músicas do tipo eletropop (Lady Gaga, Beyoncé…), Rap (50 Cent, Kayne West, Usher), e outros que utilizem sons artificiais, bem, esqueça ou então amplie sua biblioteca musical. Poprock e Indie Rock são bem legais para iniciantes. Mas não se contente em tocar apenas um estilo. Não que isso seja uma regra, mas tua mente abre bastante à medida que toca ritmos e estilos musicais diferentes.

Pra quem quer ser músico, a coisa fica mais complexa… Um professor (ao vivo) seria bem mais interessante, e explicativo do que eu, simples mortal e aprendiz. Eu recomendaria que se tocasse Flauta Doce, pra que se tivesse iniciação às notas musicais, tempo, noção de tom… depois Teclado (Piano), que é mais difícil, mas dá uma imensa compreensão de teoria, acordes, modos, escalas, etc. Por fim, as 6 cordas do violão ficam tão simples que eu, com apenas 4 aulas de teclado e nenhuma noção de Flauta Doce, depois de um ano de muita corda partida, palheta perdida, nota chiada, acorde errado, afinação torta, dedo no lugar errado, palheta dentro do violão -TENSO -, falta de coordenação pra dedilhar… REALMENTE não entendo como ainda recebo elogio da galera…
(Bem, isso deveria estar é na página de Recomendações… vamos lá Ctrl+C, Ctrl+V)

Enfim, entende-se que violão não é difícil. Depois de refletir sobre que tipo de coisa tocar, agora é hora de aprender! E para aprender, precisamos de dito cujo, o violão, afinal, de que adianta a teoria se não houver a prática? Vamos às compras. Que violão escolher? Qual o tamanho? A cor influencia? Qual a madeira? E as cordas? Vamos com calma.

TIPOS DE VIOLÃO [SOM]:

Existe o violão acústico, em geral mais barato, porque não há saída de som por cabos, apenas ao natural; violão elétrico, que o som apenas sai se estiver ligado a algum aparelho ou mesa de som via cabo (mas o som é acústico, não chega a soar como uma guitarra ligada diretamente, sem efeitos); e o violão eletroacústico, que tanto soa naturalmente como via cabo. Para os iniciantes, recomendo o violão acústico, por ser mais barato, simples, e fácil de transportar, além de não requerer um cuidado maior, pois não há componentes internos, apenas a madeira. Não é só o fato de ter ou não componentes internos, mas também há um certa diferença no som. Eu não posso falar sobre essa diferença agora porque eu ainda não sei =P

TIPOS DE VIOLÃO [CORDAS]:

Simples: existem os violões de aço e violões de náilon. Não, o violão não é feito de aço. As cordas são. Mas quando digo isso, o instrumento foi construído de forma a suportar a tensão das cordas de aço. (tensão é uma força que existe numa corda que faz com que ela volte ao normal. Como ela está esticada, ela volta ao normal se encolhendo; ou seja, no instrumento de corda em geral, ela “puxa” o braço e o corpo, nanometricamente). O mesmo vale pra náilon, só que o náilon não tensiona tanto quanto o aço. Para os iniciantes, recomendo o violão de náilon, cujo braço e corpo suportam uma tensão própria para cordas de náilon, além de outras características (por exemplo, a largura do braço: braços largos são melhores para cordas de náilon, braços menos largos são bons com aço… tem toda uma lógica por trás mas isso eu falo sobre isso mais adiante), e, obviamente pelas cordas de náilon, que eu vou explicar abaixo.

CORDAS:

Existem as cordas de aço e náilon. Quem abriu um pacote de cordas de náilon e se espantou quando viu 3 cordas de aço e 3 de náilon se enganou. As 3 de “aço” são, na verdade, náilon revestido por algum metal (me parece níquel), que acentua os graves, porque esse é o propósito, que sejam as mais graves (por isso são as mais grossas do jogo), as outras são de náilon mesmo. Já com as cordas de aço, ninguém se engana, é tudo aço mesmo… Para os iniciantes, recomendo as cordas de náilon, porque as cordas de aço mais finas podem ferir os dedos de quem não está acostumado, além de que problemas com afinação podem partir as cordas de aço ao puxá-las muito, o que não acontece tão fácil com náilon, por ser mais elástico e tensionar menos que aço.

E não invente de colocar cordas de náilon em violão de aço (ou vice-e-versa)!
O violão é (obviamente) feito de madeira, que passa por um tratamento especial (não me pergunte o que) pra não empenar (inclinar) tão facilmente. Eu falei acima da diferença de tensão… pois bem, o violão feito para aço com cordas de náilon tem (teoricamente) uma tendência a empenar… para trás! Já o violão feito para náilon com cordas de aço empena para a frente. E nos dois casos, é problema…

Para isso, existe uma peça que é muito útil chamada TENSOR. Ele é uma barrinha de ferro que fica dentro do braço do instrumento, e vem com uma chave “Allen” (google 😀 ) para regular… se estiver empenado, é só girar. Mas cuidado! É melhor levar num Luthier (profissional que repara e constrói instrumentos), que ele sabe regular. Uma vez eu fui girar o tensor do meu violão e quase que o braço se separa do corpo o_O

Pra finalizar, eu digo: ainda não compre seu violão =)
Precisamos aprender umas coisinhas a respeito… como as partes do dito cujo. É o assunto do próximo post. Também depois, virá um post bem mais detalhado sobre cordas. Não percam, até mais!

Bom dia, boa tarde, boa noite, fiquem na paz de Deus.

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Primeiro post! \o/

Bom dia, boa tarde, boa noite, boa madrugada… a hora que seja, mas que esteja bom aí.

É o início de mais um blog, que eu espero que não seja só mais um na multidão =). É bom ler os links acima (sobre o autor, sobre o blog, etc), pra eu não repetir nada aqui =).

Não, as aulas não começam aqui. No próximo post, teremos o início verdadeiro, mas é bem breve, não fique desacreditado! Serei tua companhia por um bom tempo, e espero ensinar e aprender também.

Fiquem na paz de Deus.

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